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Luz como protagonista

05/01/2013

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Arandelas ao fundo na varanda ajudam a focar a iluminação em pontos específicos e valorizam a decoração de forma discreta ( foto: Renato Elkis)

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Para iluminação de efeito e valorização de ambientes, opte por lustres ( foto: Mantovani Fernandes)

 

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      O velho e bom abajur aparece repaginado em tamanho e material diferenciados para compor a decoração e auxiliar em momentos de leitura e descanso ao lado da poltrona ( foto: Renato Elkis)

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Lustre tradicional feito em cristal, como no cômodo abaixo, é um clássico que nunca sai de moda, como afirma o light designer Tiago Passos. Para dar mais estilo a decorações modernas, opte por novos formatos e materiais que podem variar desde papel, plástico e vidro, como sugere a sala da foto acima com lustre em forma de bola de vidro ( foto: Reanto Elkis)

 

Além de belos efeitos cênicos na decoração, lustres, abajures, pêndulos e arandelas também proporcionam aconchego, conforto visual e bem-estar nos ambientes e nas pessoas que neles se instalam, seja para momentos de descanso, trabalho ou lazer. Há 25 anos no mercado de iluminação, a designer de interiores Cristina Vasconcelos destaca ainda que a iluminação dentro de casa tem a função de substituir a luz diurna, mas sem interferir nos ciclos biológicos. Por isso, é importante pensar na casa como um todo antes de enchê-la de luz.

 

“A iluminação lida com os sentimentos e com a percepção individual, por isso, deve-se questionar os moradores para saber como cada um percebe a luz. Por exemplo, algumas pessoas se entristecem em ambientes com luz amarela (3000 k), outras já ficam com a visão incomodada com a luz branca (4000 a 6500 k)”, avalia Cristina Vasconcelos.

 

O light designer Tiago Teixeira Alves dos Passos afirma ainda que as luzes precisam estar em sinergia com o ambiente. Se a intenção for valorizar itens decorativos como quadros, esculturas e centros de mesas, o ideal é usar uma iluminação dirigida, com foco da luz direcionado para o objeto. Tiago Passos indica o uso de luz indireta para quartos e salas de TV para não agredir os olhos. “Estes são ambientes dedicados ao descanso e à contemplação, sendo o mais indicado o uso de arandelas, abajures e sancas, que evitam o ofuscamento, principalmente se forem em materiais translúcidos”, recomenda. A iluminação indireta é mais suave e discreta, além de não deixar a sombra muito intensa, ou seja, o ambiente ganha uma leve penumbra.

 

Para ambientes de trabalho diário e constante, deve ser usadas lâmpadas fluorescentes que ajudam a estimular as atividades, como na cozinha, área de serviço e escritório. Para o home, sala de jantar e lavabo, Tiago Passos indica as lâmpadas amarelas, pois deixam o ambiente com um aspecto natural e são mais confortáveis para a visão. A designer Cristina Vasconcelos avalia também que cada ambiente deve ter a opção de luz difusa ou focal, luz fria ou quente, que devem ser utilizadas com bom senso e seguindo a experiência de um profissional.

 

Os especialistas destacam também que as lâmpadas emitem calor e isso deve ser levado em consideração na hora de escolher onde serão posicionadas, principalmente as incandescentes, popularmente usadas em abajur e dentro de sancas de gesso. “A fonte de luz deve ser instalada em um local ideal para cada função e ambiente, pois o excesso ou o mau dimensionamento pode prejudicar a visão e causar mal-estar”, afirma Cristina Vasconcelos.

Fonte: O Popular/ Daniela Gaia

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